Diálogos em Cambridge, Boston, Wellesley, São Paulo, Campinas e Lorena
Fábio Reis
Uma IES precisa ter incidência e relevância regional, contribuir com a formação de cidadãos e profissionais para o país e ter um foco internacional. O foco internacional não significa necessariamente efetiva atuação global. Hoje, é possível trocar experiência com IES localizadas em diversos locais do mundo, via uso das tecnologias da informação (TI). É possível dialogar sobre perfil profissional, habilidades e competências, é possível manter grupos de pesquisa que interagem via TI, é possível fazer publicações conjuntas, é possível tornar viável economicamente a mobilidade de professores e alunos.
A formação de redes de cooperação torna-se algo comum para IES que pretendem ser inovadoras. Nos últimos anos dediquei-me a conhecer e interagir com pessoas que atuam e pensam a educação superior.
Nos últimos 40 dias, eu tive o privilégio de conversar com pessoas interessantes e que efetivamente colaboraram com a minha formação e com a minha atividade profissional. Relato algumas diálogos.
Tom Simon do Babson College, Wellesley (MA)
Procurei o Tom Simom, encarregado do escritório de relações internacionais, para conversar sobre a forma como a instituição implementou a cultura empreendedora. Estive com ele em meados de março.
Logo ao entrar no Babson College foi possível perceber que a instituição tem o foco do empreendedorismo. Há banners com perguntas no campus que instigam a reflexão, por exemplo: Você sabe o que é empreendedorismo? O College está em primeiro lugar em rankings dos Estados Unidos quando o assunto é empreendedorismo. No primeiro ano do curso de graduação, os alunos são divididos em grupos e cada grupo recebe 3 mil dólares para desenvolverem um plano de negócios. É isso mesmo, os estudantes precisam elaborar um plano de negócio no primeiro ano da faculdade. Os alunos recebem supervisão e precisam colocar em prática suas ideias, as disciplinas são práticas e integradas, já que convergem para o mesmo foco: preparar as pessoas para assumirem atitudes empreendedoras e para o negócio. Até o 3o. ano, todos precisam ter experiência prática em uma empresa, nacional ou internacional e no 4o. ano os alunos, novamente, são desafiados a desenvolverem e aplicarem um plano de negócios.
Babson College tem cuidado com o foco na prática, inclusive em cada uma das disciplinas, na orientação e supervisão do trabalho dos alunos, no diálogo com o mundo real e na elaboração de novos negócios.
Philip Altbach, Boston College, Boston
O professor Altbach é especialista em tendências globais da educação superior. Para ele, a expansão do setor privado e o avanço do mercado é um fenômeno mundial que deverá se intensificar. Altbach argumenta que a expansão dos sistemas educacionais é necessária, mas teremos que enfrentar dois desafios: a) manter o equilíbrio entre expansão e qualidade; b) capacitar professores para o uso da tecnologia e que instiguem os alunos a serem atores do processo de aprendizagem. Essas duas questões são relevantes.
Altbach questiona sobre a possibilidade da massificação dos sistemas educacionais não garantir bons indicadores de qualidade, especialmente, já que cabe as IES contribuir com a formação profissional e cidadã, com produção do conhecimento e com o desenvolvimento do país. Para ele, uma IES de grande porte terá dificuldades para manter bons níveis de qualidade em todos as suas unidades.
No segundo desafio, a questão está na mudança de atitude do professor, na capacitação dos mesmos e no uso de novas metodologias de ensino e aprendizagem. Eis a questão: como fazer isso? Quais são as metodologias adequadas. É provável que poucos gestores parem para pensar nesse tema. Lembro de um texto de Maurício Garcia da Devry sobre a “3o Onda”. Para Garcia, após a onda da expansão e a onda dos negócios, virá a onda da inovação acadêmica, do cuidado com os professores.
Os dois temas apontados por Altbach precisam ser considerados pelos gestores. Do que adianta expandir se não é possível garantir a qualidade? Tem gente que pensa na expansão, mas esquece dos laboratórios, das salas de aula e da capacitação de pessoas. A expansão pode ser pouco sustentável, ao longo do tempo. A sociedade percebe que há IES que prometem, mas não oferecem o que foi prometido. Da mesma forma, não adianta fazer bons negócios na educação se não temos professores capacitados e preparados para atuarem conforme o perfil dos estudantes e das novas demandas da aprendizagem. A educação torna-se unicamente uma mercadoria.
As IES vão superar com sucesso a 3o onda na medida em que resolverem uma questão crucial: agregar valor na sala de aula e na formação das pessoas. Se os alunos sentirem que não vale a pena pagar pelo ensino que é oferecido eles vão mudar de instituição. Uma IES pode ter milhões em investimento de marketing, mas isso não será suficiente se não agregar valor na formação, pois o ambiente é competitivo. Espero que os gestores pensem nos desafios colocados por Altbach. Já faz 3 anos que tornei-me um leitor de Altbach. É preciso conhecer o macro ambiente da educação superior.
Liz Reisberg, Boston College, Boston
Conversar com Liz Reisberg é sempre um momento de aprendizado. Reisberg está estudando métodos de ensino via estudos de caso em Harvard. Atualmente está focada em compreender novas metodologias de ensino. Constantemente, ela manifesta o descontentamento com gestores de IES pouco preocupados com o processo de ensino. Essa é uma questão para todos os gestores pois, afinal, qual deve ser o foco do gestor? Se o foco não for na atividade fim, dificilmente a IES contribuirá com a sociedade e com a produção de novos conhecimentos.
Reisberg observa que a expansão do ensino superior privado em todo mundo pode ser um fator de perda da qualidade, na medida em que o foco torna-se o negócio e não o ensino. Ela faz críticas contundentes aos que estão pouco preocupados com a formação de cidadãos e com a produção de novos conhecimentos.
A pesquisa, mesmo que seja uma pesquisa focada em problemas de sala de aula ou na iniciação científica, é uma das funções das IES. Há diferentes níveis e perspectivas de pesquisa e é isso que os gestores precisam compreender em seu planejamento institucional.
Reisberg tem um vínculo com a Unicamp, em pesquisas sobre o ensino superior. A USP, Unicamp e a UFRJ são IES brasileiras com maior tradição. Essa é uma carência do Brasil: há poucos centros de pesquisa e são poucos pesquisadores que, efetivamente, se dedicam ao ensino superior. O Brasil precisa investir em grupos de pesquisa que possam oferecer parâmetros de análise sobre o nosso ambiente de educação. Os estudos comparativos e as análises globais são raras em nosso país.
É mais comum encontramos no Brasil um perfil de gestor que olha o cotidiano e não faz projeção sobre o futuro e análises globais. Sua análise é local e sua maior ambição é resolver os problemas do dia a dia.
Conversar com Reisberg é olhar para o mundo, é ter a oportunidade de perceber a dinâmica global da educação superior e entender que é preciso um pouco de ousadia no processo de gestão. Reisberg é uma pessoa focada na inovação dos processos de ensino. Normalmente, temos poucas pessoas para conversar sobre o ensino superior.
Michael James, Boston College, Boston
Como gestor de uma instituição salesiana preciso entender o que significa ser gestor de uma IES católica. Michael James é um especialista em educação superior católica do Boston College. James organiza todo mês de julho, em Boston, um Instituto de Administração de Educação Superior Católica.
O objetivo do Instituto é formar líderes de IES católicas. Temos poucas alternativas para formação com esse perfil. O Instituto tem uma metodologia de troca de experiência e de estudos de cases sobre modelos de gestão bem sucedidos.
É um privilégio conversar com Michael James, pois ele tem uma capacidade enorme de apontar caminhos para os desafios do gestor católico. A conversa é uma oportunidade para entender os compromissos do gestor perante a identidade e missão de IES. Ele, a todo momento, instiga a reflexão sobre a avaliação das atitudes que assumimos e nos leva a pensar sobre as atitudes que podem colaborar com a formação de pessoas.
Nós terminamos a conversa e eu assumi dois desafios de ações. O interessante, é que não agendamos a conversa para pensar em novos projetos. O fato é que durante o “bate papo” novas ideias surgiram. James seria um bom “coach” para lideranças católicas do Brasil. Ele tem uma capacidade enorme de motivar as pessoas para pensar e agir.
Eric Mazur, Harvard, Cambridge
O UNISAL, em Lorena, está focado na implementação do Peer Instruction. Temos uma equipe de seis pessoas que estão implementando a metodologia. Mazur é uma pessoa com uma capacidade enorme de comunicação. Ele é um pesquisador e professor que entende que é preciso equilibrar o uso de novas metodologias de ensino com a tecnologia. Com Mazur eu tive a oportunidade de falar sobre a experiência do UNISAL.
Em Lorena, queremos em 2013 encaminhar dois professores para Harvard, para passar um tempo com ele e com seu grupo de pesquisa. O UNISAL quer investir na inovação acadêmica e sabe que Harvard e MIT são referências. Até pouco tempo, essas duas universidades estavam distantes da nossa realidade; agora, temos uma oportunidade de trocar experiência com professores como Mazur e outros.
Com Mazur, a minha convicção sobre a necessidade de cuidar da formação do professor intensificou-se. Estou convicto de que preciso avaliar a minha atuação como professor. É incrível conversar com um professor de Harvard que manifesta a preocupação com a postura do professor. É um erro enorme pensar que os professores de Harvard não estão preocupados com o ensino e com os estudantes. Mazur modificou a sua metodologia de ensino a partir de uma autoavaliação de seu trabalho.
O que pensam os nossos professores de nossas IES? Será que estão preocupados com suas metodologias? E os nossos gestores, será que percebem que é necessário investir na formação e capacitação dos professores? Acredito que não vamos precisar de muito tempo para saber que aqueles que investiram nos docentes acertaram, pois se tornaram mais competitivos.
Angélica Natera e Kate Koehler, Laspau / Harvard, Cambridge
Angélica é uma das gestoras e a Kate é uma das pessoas que desenham o programa de Laspau, associação afiliada a Harvard. Com elas foi possível entender a dinâmica e a vocação da associação. Laspau está intensificando suas ações no Brasil. Está prevista a presença de representantes de Laspau no Brasil, no mês de agosto. A primeira atividade que a associação desenvolveu com parceiros no Brasil, foi com o UNISAL, depois com a USP, com o SEMESP e com a Expertisse.
É muito provável que o UNISAL desenvolva outras atividades com Laspau, que tem muito interesse em ações que permitam inovação acadêmica. Já agendamos um seminário em novembro de 2012, em Harvard, para gestores universitários.
Laspau intermediou o contato com Eric Mazur e com Julie Schell, que é uma das coordenadoras do Mazur Group. Julie é uma pessoa focada em pesquisa sobre uso da tecnologia para a inovação acadêmica.
Eu tive a oportunidade de conversar com a Angélica pelo menos quatro vezes durante os últimos dois meses. As conversas colaboraram para ampliar a minha percepção sobre as tendências de inovação e sobre as atividades de Harvard. Através do Laspau, mantive contato com outros professores de universidades dos Estados Unidos.
Peter Dourmashkin, MIT, Cambridge
Peter Doumanshkin repensou o seu processo de ensino e o seu laboratório de trabalho em MIT tem um ambiente de aprendizado diferenciado, se comparado com os nossos laboratórios.
Com Peter aprendi que o ensino precisa oferecer para os alunos teoria e prática, aprendi que não basta ter um espaço e recursos financeiro para comprar equipamentos para laboratório. É preciso pensar na dinâmica de ensino do laboratório.
Há uma preocupação constante de Peter com a integração dos estudantes. As aulas são preparadas para o aprendizado coletivo e troca de experiência. Nesse sentido, os gestores e professores precisam repensar a própria organização das salas de aula.
Ao visitar o laboratório TEAL ROOM coordenado por Peter e outros laboratórios verificamos que MIT não precisa de espaços requintados para inovar no processo de ensino. A diferença é que MIT e Harvard estudam o ambiente, ousam na inovação, fazem pesquisa sobre o impacto de ambiente no aprendizado e realizam as mudanças.
No Brasil, dedicamos muito tempo para as reuniões e discursos; além disso, temos gestores que não estão focados na inovação e não compreendem ou não estão preocupados com o processo de ensino-aprendizagem. Ficou claro que Peter pensa, age, avalia e refaz se necessário o seu trabalho.
Ele é uma pessoa agradável e acessível. Eu tive a oportunidade de conhecê-lo no Fórum Nacional do SEMESP em 2011. O SEMESP acerta em convidar especialistas estrangeiros. De modo geral, as IES do Brasil precisam interagir com o mundo.
José Joaquin Mira, Universidade Miguel Hernandez de Elche, Espanha. Encontro em Lorena
Eu estive na Universidade de Salamanca 2002 e ouvi de um gestor de Salamanca: José Joaquin Mira é um das pessoas mais talentosas da Espanha, quando pensamos em processos de inovação e gestão da qualidade. Eu entrei em conto com JJ Mira e agendamos um encontro em Elche. Peguei um ônibus e fui para Elche. Viajei a noite toda. Na universidade eu ouvi: o JJ Mira precisa de uma IES somente para ele, tal é a sua capacidade de criação. Desde então, passei a admirar e acompanhar o trabalho que ele desenvolve.
Fiquei encantado quando entrei em sua sala e vi os painéis de indicadores de gestão da qualidade. Chamou atenção os projetos empreendedores que ele contribuiu para a implementação na UMH. Desde então, o UNISAL implementou alguns projetos da UMH.
JJ Mira esteve no Brasil para uma palestra do SEMESP e outras atividades no UNISAL, em meados de março. Foram três impactos: a) repensamos a dinâmica do Programa 5 Estrelas, que é da UMH, b) reorganizamos um projeto de empreendedorismo, c) iniciamos um processo de diálogo com USP, UNESP, FATEA, FARO e FATEC para projetos em comum.
Sobre o projeto de empreendedorismo, ampliamos os nossos programas. JJ Mira não sugeriu mudanças assim que leu o nosso projeto. O que ele fez? Perguntas. Como não tivemos respostas, percebemos que a nossa proposta tinha deficiências. Resolvemos refazer o projeto e ampliamos a oferta. Agora vamos oferecer cinco programas para nossos alunos.
Entendo que o tema do empreendedorismo é algo que precisa ser bem trabalhado pelos gestores de IES. Não podemos formar nossos alunos apenas para o emprego conforme conhecemos hoje. Fomentar a criatividade, a inovação e a elaboração de novas empresas é uma tarefa da IES.
JJ Mira desenvolveu programas que fomentam a empregabilidade e o relacionamento IES/empresa; portanto, com sua experiência é possível pensar e desenvolver ações efetivas que favoreçam a empregabilidade dos alunos e que intensifiquem o relacionamento com as empresas.
Em Lorena, realizamos uma reunião coordenada pelo UNISAL, mas que contou com outras 5 IES. Da reunião planejamos projetos de atuação conjunta e pensamos em formas de captação de recursos.
A visita de JJ Mira, durante dois dias em Lorena, trouxe impactos. A internacionalização é isso também: troca de experiência e cooperação institucional. Ontem, dias 14 de abril, ao abrir meu e-mail li uma mensagem do JJ Mira. É uma proposta de um novo projeto. Já agendamos uma conversa via Skype. Viva o network.
Ana Maria Costa Sousa, Grupo Educacional Anhanguera
A Ana Maria é a Vice Presidente Acadêmica da Anhanguera. Ela é a gestora de 75 Unidades da Anhanguera. No dia 30 de março ela foi responsável por um seminário no curso de Gestão Universitária do UNISAL, em Campinas. Eu participei do seminário e conversei com a Ana Maria.
Há muitas IES que possuem dificuldade de gestão, pois o seu modelo é esquizofrênico, seus gestores pouco conversam e as principais áreas da IES estão desarticuladas. A Ana Maria demonstrou o esforço da Anhanguera na gestão integrada. Aliás, essa foi a essência do seminário: sem integração na gestão, a dificuldade e as incertezas na gestão da IES são constantes.
A Ana Maria apresentou a agenda de trabalho. Toda semana, os gestores das 75 unidades da Anhanguera avaliam o cumprimento das metas. Os gestores são instigados a repensarem as ações que não apresentam os resultados esperados.
O grupo possui em Valinhos, sua sede, equipes de trabalho que oferecem suporte para todas as Unidades. Na área acadêmica são mais de 300 pessoas que estão sob o comando da Ana Maria.
Os participantes do seminário perceberam que a Anhanguera faz um esforço para integrar a gestão e que procura ser uma IES que alinha as ações institucionais com sua missão. Não percebemos incoerências entre o que o grupo se propõe e as ações que são desenvolvidas.
O fato é que até não podemos concordar com o perfil da Anhanguera, mas é preciso reconhecer sua capacidade de gestão integrada.
Com o diálogo com a Ana Maria, aprendi que, como gestor, tenho que colaborar com o combate aos processos fragmentados de gestão. Aliás, os gestores não podem ser coniventes com a esquizofrenia na gestão. A IES que convive com processos de gestão que não são bem definidos, que permite os desmandos e a fragmentação das decisões (micropoderes) e que possuem gestores estratégicos que pouco dialogam, tendem a não conseguirem cumprir seus objetivos.
Grupo IUS Brasil, Cristiano, Aurea, Eliana, Marisa, Homero, São Paulo
Durante os dias 26 e 27 de março, os gestores das Instituições Salesianas de Educação Superior (IUS) do Brasil reuniram-se para discutir formas de integração. Estiveram na reunião Reitores, Pró-Reitores, Diretores e professores convidados. Eu participei da reunião e coordenei o grupo responsável por elaborar propostas de cooperação e a mobilidade para professores e estudantes das IUS do Brasil.
Durante o encontro foi possível dialogar com representantes das 12 IUS do Brasil e conhecer experiências consistentes e diversas. Há 64 IUS em todos os continentes. As instituições salesianas possuem uma enorme vantagem competitiva, pois a integração ocorre através da identidade e da vocação e não por processo de negócios. Outra vantagem é a existência de IUS em diversos lugares do mundo, o que permite a mobilidade, a cooperação e o aprendizado coletivo.
As IUS do Brasil tendem a intensificar o processo de colaboração. Em um futuro próximo serão, em seu conjunto, instituições com maior incidência acadêmica.
No grupo que coordenei havia representantes da Faculdade Salesiana de Manaus, da Faculdade Dom Bosco de Porto Alegre, da Faculdade Salesiana de Vitória, da Faculdade Salesiana do Nordeste, da Faculdade Salesiana de Piracicaba, do UNISAL, do Centro Universitário UNISALESIANO e da Universidade Católica Dom Bosco.
Apresentamos as nossas experiências, conversamos sobre as nossas demandas e sobre as nossas forças e fraquezas. Elaboramos um plano de ação que foi apresentado para a coordenação das IUS do Brasil. Terminamos a reunião com um cronograma de ações.
É certo que terminamos o encontro com a convicção de que as IES salesianas devem intensificar a integração e que em rede possuem mais capacidade de competitividade. Retornei para Lorena com uma visão mais ampla sobre a realidade das IUS do Brasil e com a sensação de que teremos mais futuro do que passado. Além disso, conheci novos companheiros de IES salesianas.
O aprendizado foi intenso. Além dos contatos pessoais que mantive nos últimos 40 dias, foi possível trocar e-mails com Ying Cheng, de Shangai, Yan Fengqiao, de Pequim, M. Ramesh e Ming Vicky, de Hong Kong, Esquivel Walter de Boston, Barbara Bodkin, de Toronto, Claudio Rama, de Montevidéu, Guillermo Magi, de Buenos Aires e José Joaquin Brunner, de Santiago. Além dos contatos internacionais, a dinâmica do UNISAL permitiu um intenso diálogo entre os seus gestores e ações de planejamento que qualificaram a instituição. Em Lorena, tenho conversado muito com os gestores locais e os resultados são bons. Coletivamente estamos pensando a nossa Unidade.
Agradeço ao UNISAL pela oportunidade do trabalho e do aprendizado. Algumas pessoas perguntam: Fábio, o que você pretende? Pretendo aplicar o meu aprendizado em meu trabalho. Acredito em gestores que são capazes de analisar a dinâmica da educação superior. Pretendo aperfeiçoar a minha formação e melhorar os meus resultados. Sonho com uma IES inovadora e empreendedora, capaz de dialogar com a sociedade, de manter cooperação nacional e internacional e, acima de tudo, capaz de institucionalizar e fortalecer a sua identidade.
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