China: Um panorama da Viagem
Ana Carlota Pinto Teixeira
Milena Zampieri Sellmann
Rosana Pena
UNISAL
Saber que a China é o 4º maior país em área do mundo, depois do Canadá, Rússia e EUA, já sabíamos. Mas estar lá foi surpreendente. A magnitude dos monumentos e marcos da cultura Chinesa foram reveladores.
Como a Praça da Paz celestial – que trouxe à tona em cada um de nós o que foi vivido na década de 80…
A grandiosidade do aeroporto de Beijing, sua modernidade e funcionalidade, foram nos maravilhando …
A Cidade Proibida, carregada de detalhes simbólicos, denunciando uma história milenar, de um povo, na sua maioria ateu, mas rico e com freqüentes rituais e simbolismos que apontam para uma relação com a transcendência.
As Muralhas, construídas com a força da vida de milhares de homens, nos revelam o caráter determinado de um povo empenhado em se proteger do inimigo.
O povo nos encantou pelas contradições – as fisionomias são plácidas como se não se emocionassem. Mas ao mesmo tempo demonstram facilmente irritação diante das menores frustrações. São meticulosos, cuidadosos e pacientes nas suas produções, mas expressam insatisfação direta quando algo não ocorre do jeito que esperam.
Outra contradição evidente é a presença de “mega” construções em certas áreas e, em outras, casebres ínfimos e humildes. Ostentação e riqueza ao lado de salários mínimos menores que os nossos.
Denominam-se comunistas, porém, observamos comportamentos que cultuam o consumismo, denunciados pela grande quantidade de shoppings abarrotados de famílias e adolescentes com seus estilos modernos e tecnológicos, representantes da era “Steve Jobs”. Constatamos esses mesmos adolescentes integrados nas universidades, ouvindo e tocando música clássica e investindo em sua formação. Isto demonstra uma forte preocupação do governo em investir maciçamente na educação tendo como objetivo o projeto de domínio da economia mundial; o quê, de acordo com as previsões, não demorará muito para ocorrer.
Muito embora os chineses sejam rotulados como frios e inexpressivos diante da política do governo de controlar a natalidade, impondo apenas um filho por casal e legalizando o aborto, observamos nas famílias um forte vínculo de afetividade e cuidado. Chamou-nos atenção o fato de que os filhos moram com os pais até a idade adulta, dependendo destes; as crianças denunciam uma alegria e curiosidade naturais e estão sempre em companhia dos pais – portando suas máquinas fotográficas – observando atentamente e aprendendo com os pais o culto e a reverência à sua história milenar.
Mobilizados pela necessidade de ampliar as reflexões acerca da educação superior no mundo atual realizamos dois seminários. Um em Shanghai e outro em Hong Kong. O primeiro, na Jiao Shanghai Tong University, com apresentações sobre Ranking de Shanghai e Mercado Competitivo; Governança, Gestão e Liderança para Universidades; Educação Superior na China: Universidades Públicas e Privadas e Acreditação. O segundo ministrado pelo Instituto de Educação de Hong Kong, versando sobre o Sistema de Educação Superior, Uso inovador da Tecnologia em Ensino, Aprendizagem em Ensino Superior, Gestão e Governança e A competitividade dos países Asiáticos.
As palestras foram extremamente valiosas no sentido de demonstrar como é feita a gestão universitária na China, mormente o sistema de ingresso na Universidade, a formação dos docentes e gestores universitários, a utilização da tecnologia no ambiente de ensino, o sistema avaliativo não só dos professores como também do governo para com as Universidades. Foram-nos apresentados os panoramas de competitividade dos países asiáticos, especialmente o potencial da China, assim como a posição futura do Brasil em comparação com as economias do Mundo.
De forma geral e em síntese, é possível dizer que um ponto ficou bem caracterizado em todas as conferências: a preocupação dos chineses de que as perspectivas em relação à China efetivamente se configurem; ou seja, dela ser a maior potência econômica do Mundo, ocupando o primeiro lugar no ranking das economias. Para tanto, restou evidente que todos os investimentos e as prioridades do país estão direcionados para a educação e para o desenvolvimento de alta tecnologia voltadas para todas as áreas, especialmente para a atividade industrial, circunstância esta que é confirmada pelo fato do curso de engenharia ocupar o primeiro lugar no rol dos mais procurados, dentre os cursos de graduação.
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